quinta-feira, 2 de junho de 2011

IRONMAN BRASIL 2011

Meus Jurerecos e Minhas Jurerecas,

                Tarefa dificílima essa de falar sobre si mesmo e de alguma coisa que se fez... Todos sabem que prefiro falar dos outros, principalmente mal. Peço, então, que relevem a minha falta de jeito ao tratar de assunto tão delicado e do qual não admito outras interpretações: os meus sentimentos.
                Mas, diriam os que não me conhecem, a que sentimentos te referes? O que uma prova de triathlon tem a ver com emoções? Bem... É isso o que eu pretendo fazê-los entender ao longo do texto. Por favor, devotem-me um pouco da sua atenção e sigam-me. Desde já lhes asseguro que o percurso será árduo.
                Uma prova de Ironman não é uma simples competição. As infindáveis horas de treino, o desgaste físico e mental, as variadas privações a que o atleta se submete e o enorme gasto financeiro fazem com que o evento assuma proporções inimagináveis para aqueles que nunca o fizeram nem o assistiram. Talvez vocês não acreditem no que vou dizer, mas trata-se de um pensamento que me ocorreu no domingo de manhã, já nas areias de Jurerê Internacional enquanto aguardava o sinal de largada: todos os que estavam ali, só por estarem ali, já eram vencedores. Tenho certeza de que se eu pudesse conversar com cada um dos 1823 representantes de 34 países, todos me contariam histórias de sacrifícios e superações para poder ter o privilégio de congelar sob o frio da manhã do outono catarinense.
                Vou tentar resumir um pouco e não vou narrar aqui tudo o que precisei fazer e passar para chegar até ali. Vou contar apenas o que aconteceu a partir de quarta-feira passada, dia 25 de maio, quando viajamos para Florianópolis.
Viajamos? Como assim? Sim, às seis horas da manhã eu apanhei a minha querida Márcia em casa. E aproveitei para entregar-lhe um singelo presente. Era uma camiseta baby look com o título que seus colegas de equipe de corrida lhe deram: Mrs. Iron. Só mesmo sendo de ferro prá me agüentar...
                Fizemos uma viagem tranqüila até Floripa e, lá chegando, Mrs. Iron estreou sua camiseta nova passeando pela Cidade do Iron.
                À noite, já instalados na Pousada Recanto Tropical (Canasvieiras), preparei o egrégio “X Ruru” para comemorarmos nosso aniversário de namoro.
                Eu posso até ser de ferro, mas, como todos sabem, sou extraordinariamente romântico, e, sendo assim, providenciei luz de velas para dar um clima especial à comemoração. Coisa louca de chique!
                Após comermos os sanduíches, eu dois e a Márcia três, fomos dormir. Afinal, no dia seguinte eu ainda precisaria cumprir a planilha.
                Na quinta-feira, dia 26 de maio, fiz um treino rápido: corremos (eu e a Márcia) quarenta e cinco minutos na praia de Canasvieiras, e, logo após, nadei uns mil e quinhentos metros com a roupa de borracha que o Dani me emprestou.
                Depois ficamos passeando na praia em frente à Ilha dos Franceses. Como uma amiga chegou a comentar: “vidinha bem mais ou menos!”
                À tarde, fomos pegar o kit.
                E aproveitamos para visitar a Expo Ironman.
                Chamou-me a atenção a preocupação da organização do evento com a questão da sustentabilidade. Os atletas receberam orientações até sobre o descarte de seu lixo individual durante a prova – as praias catarinenses são um verdadeiro paraíso e essa preocupação é absolutamente válida e correta.
                Ainda na feira tive a oportunidade de encontrar um mito do triathlon brasileiro – Armando Barcellos – agora dono da Barcellos Bike com stand montado na Expo.
                Na sexta-feira, dia 27 de maio, fui marcar presença no simpósio técnico da prova. No centro da mesa, o diretor geral, Carlos Galvão, afirmou que a competição teria, mais uma vez,  resultado positivo. “Nossa análise é de mais um sucesso que, sem dúvida nenhuma, demonstra a consolidação deste que é o maior evento de triathlon da América Latina. Ainda perseguimos o titulo brasileiro no masculino, que está cada vez mais próximo”, destacou.
Aproveitei para dar uma olhada nos últimos preparativos que estavam sendo feitos pelos organizadores e para imaginar a minha passagem pelo pórtico de chegada.
                Ao regressar à pousada, fui submetido a uma rápida sessão de fotos. O modelo abaixo veste roupa de borracha Mormai emprestada por seu treinador, Daniel Rech; carrega uma bicicleta Cervelo P2 gentilmente cedida por seu irmão, Daniel Beck; usa óculos Ray Ban de propriedade de sua amada, Márcia Hack; e um cordão com o símbolo do Ironman confeccionado pela grife “Meu Pingente Um Sentimento”. Nesta foto, meus mesmo, só o capacete e o esforço para fazer cara de homem...
                Quando terminei de ser fotografado, eu já havia até trocado de roupa, vi esta moça se afogando na piscina da pousada. Tive que tirá-la da água e fazer respiração boca a boca...
                À tarde, fiz o último treino de bicicleta apenas para verificar o ajuste fino.
                Chegando a Jurerê, tive o prazer de encontrar outra lenda do triathlon nacional – Alexandre Maximiliano – várias vezes vencedor do Triathlon Internacional do Rio de Janeiro e meu primeiro treinador.
                Sexta à noite, nas dependências do Clube 12 de Agosto, foi oferecido o jantar de massas. A comida estava excelente e o pessoal caiu dando “de com força”. Aquele rapaz fofo à direita foi o vencedor da prova no ano passado. Este ano parece que ele comeu demais...
                Sábado, dia 28 de maio, foi de descanso total. Não levantei nem prá tomar café – o meu amor levou na cama prá mim...
                Só levantei às duas da tarde para fazer o Bike Check-in.
                A bike pronta com os sachês de gel amarrados no quadro. Na minha mão esquerda a capinha para cobri-la e não deixá-la pegar o sereno da noite fria.
                Tive o prazer de encontrar na entrada do Bike Check-in o grande triatleta gaúcho Santiago Mendonça, que estava dando uma força na organização.
                Na saída encontramos o Kiko, o “homem Mountain Do”. Em agosto nos veremos na Praia do Rosa.
                Abaixo, uma vista da área de transição com as bicicletas no sábado à noite.
                E fui tratar de dormir porque no dia seguinte... No dia seguinte...
                O domingo de prova começou às quatro da manhã, com a pintura do corpo.
                Depois... A última conversa com a bike antes da largada. Tirei a capa, calibrei os pneus, clipei as sapatilhas e coloquei a caramanhola no quadro.
 
                Fui para a tenda de transição, onde vesti a roupa de borracha e saí para a beira da praia. Com o coração acelerado e bastante tenso, assisti ao nascer do sol – um verdadeiro espetáculo!
                Aí estão os vencedores a que eu havia me referido no terceiro parágrafo do texto.
                A temperatura da água no instante da largada era de 19°C. Havia uma corrente norte bastante intensa que prejudicou o desempenho dos triatletas.
                Precisei fazer muita força para não ser atirado em cima das pedras e já saí da água completamente destruído.
                Recobrei um pouco o ânimo ao ver o meu amor, que estava fotografando, e ao escutar os gritos de incentivo do Beck.
                Entrada do funil que levava ao deck de retirada da roupa de borracha.
                Saindo da área de transição com um corta-vento por cima do macaquinho e preparando para montar na bike.     
          
                Vamos em frente! As sapatilhas eu calço no caminho!
                Ao terminar o pedal, já tinha gente correndo há algum tempo.
                Eu cheguei do ciclismo completamente destruído – DEMOLIDO! Na parte sul da ilha havia um vento de, aproximadamente, oito nós. Isso, além de prejudicar o rendimento, causava um angustiante desconforto térmico. Na tenda de transição, com muita dor nas pernas e no ciático, eu pensei em abandonar a prova. Só não o fiz pela presença da Márcia, do Dani, da Roberta, do Beck e da Vivi.
                Logo na saída da barraca eu vi a Roberta e a Vivi gritando meu nome e me dando a maior força. A Vivi ainda me alcançou um sachê de Gu. Pensei: agora não posso parar mais; isso não é atitude de um membro da Equipe Daniel Rech. Das duas uma: ou morro, ou termino. Como agora estou escrevendo este post, vocês devem supor que eu não morri...
                Na subida de Canasvieiras, encontrei o meu amigo André Cruz, que percebeu que eu estava mal e parou para me ajudar. Ofereceu-me gel e sal. Quero deixar aqui o meu agradecimento a este grande triatleta. São atitudes desse tipo que demonstram o verdadeiro espírito do Ironman.    
Ao fechar a primeira volta de 21 km, graças ao bom Deus, encontrei o Dani. Eu estava naquele estado em que o sujeito chama Jesus de Genésio, manja?
                Além de me dar força, ele me deu uns dez comprimidos de Advil. Eu meti quase todos goela abaixo e segui seu carinhoso conselho: “VIRA HOMEM E TERMINA LOGO ISSO, SUA BICHA!”
                Terminei os primeiros 21 km ainda sob a luz do dia.
                As duas voltas de 10,5 km que faltavam foram dificílimas. A noite caindo e o frio aumentando faziam com que eu quisesse, desesperadamente, cruzar a linha de chegada. Tive o privilégio de cruzar a referida linha chorando de mãos dadas com o meu amor, e, tão logo a receba da Webrun, mostrarei a foto para vocês.
                Eduardo Sturla venceu e sagrou-se tetracampeão no Ironman Brasil 2011. O triatleta argentino garantiu assim o status de maior vencedor da história da prova. Ele completou os 3,8 km de natação, 180 km de ciclismo e 42,1 km de corrida da única seletiva da América Latina do mundial Ironman com o tempo de 8h15min03seg. O paranaense Guilherme Manocchio foi vice (8h17min20seg). No feminino, a norte-americana Amy Marsh estreou na prova com vitória. Ela completou com o tempo de 9h09min39seg, seguida por Lucie Zelenkova, da república checa, 9h16min14seg, e pela  brasileira Ariane Gomes Monticeli, com o tempo de 9h19min15seg . Destaque para o quinto lugar de Fernanda Keller, com cinco títulos do Ironman Brasil.
Os melhores entre os profissionais foram os seguintes: masculino -  1) Eduardo Sturla (Arg), 8h15min03seg; 2) Guilherme Manocchio (Bra), 8h17min20seg; 3) Ezequiel Morales (Arg), 8h21min40seg; 4) Santiago Ascenço (Bra), 8h26min15seg; 5) Chris McDonald (Aus), 8h26min24seg ; feminino – 1) Amy Marsh  (Eua),  9h09min39seg; 2) Lucie Zelenkova (Cze), 9h16min14seg; 4) Hillary Biscay (Eua), 9h35min05seg; 5)  Fernanda Keller (Bra), 9h49min54seg.
                Antes de encerrar, tenho a obrigação de deixar aqui os meus cumprimentos a alguns grandes nomes que estiveram presentes, abrilhantaram a prova e são exemplos para mim.
                Muito obrigado por todas as dicas e orientações, meu ídolo - Franco Cammarota Gerosa! Parabéns pela conquista da vaga para Kona!
                Muito obrigado pelos treinos de pedal e pelo apoio incondicional, meu ícone - Thiago Menuce! Parabéns pela conquista da vaga para Kona!
 
Muito obrigado pelo exemplo de força, humildade, raça e superação, meu professor Julio Martin Luque!
                Muito obrigado por tentar fechar o zíper da minha roupa de borracha antes da largada, minha amiga Sílvia Paz! Parabéns pela belíssima prova!
AGRADECIMENTOS
                Em primeiro lugar, agradeço a Deus. Agradeço a Sua orientação: “mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fadigam.” (Is 40: 31)
A Ele toda a honra e toda a glória!
Em segundo lugar, agradeço a minha amada Márcia Hack – Mrs. Iron - pela cumplicidade (muito mais do que parceria), pelo apoio, pelo carinho, pelo amor, enfim, por ter-se tornado a melhor parte do meu corpo e da minha vida. Agradeço pelo seu constante empenho para impedir que eu me afogue no seco. Agradeço ainda por ter corrido o tempo todo ao meu lado num pacing imaginário que só eu podia enxergar. Sem ela não teria sido possível.
Agradeço aos meus pais pelos quarenta e oito anos de paitrocínio.
Agradeço ao Professor Daniel Rech pela sua competência, dedicação, amizade, paciência e, principalmente, por acreditar em mim quando nem mesmo eu era capaz disso. Já ia esquecendo: agradeço também pelo empréstimo da roupa de borracha.
Agradeço ao meu irmão Daniel Beck pelo empréstimo de sua Cervelo P2. Jamais poderei pagar e jamais esquecerei.
Agradeço à Equipe Daniel Rech por ter se tornado a minha família. Agradeço especialmente aos meus queridos e minhas queridas: Adriana Sette, Adriano Verardo, Alex Serednicki, Alexsander Rodrigues, Bruna Cócaro, Caroline Cézar, Conceição Fernandes Soares, Cristiane Motta, Dalila Priester, Daniel Klein Ebbesen, Danuse Fighera, Eduardo Trevisan Duarte Trevisan, Elisabete Veeck da Silva, Giovana Bortolon, Graziele Inácio, José Paulo Japur, Júlio César Baldi, Karin Wickert, Leila Brasil, Leonardo Figueiró, Luana Bárbara Krticka Beck, Luanda César Kingeski, Lúcia Dutra, Luciana Madrid, Luciana Mattia Vignatti, Marcelo Feijó, Marcelo Roslank, Márcia Silva Lacerda Miranda, Marcus Araújo, Mário Nascimento, Mathias D’Andrea Modena, Melissa Mattos, Mônica Aner, Nara Rúbia Leão, Neusa Medianeira Sperb, Patrícia Amaro, Rafael Japur, Roberta Arenare, Rodrigo Farias, Sabrina Rehmenklau, Telda Munçone, Telmo Kazuo Hanawa, Vanessa Giacobbo, Vicente Carvalho, Vitor Pereira, Vivi Schneider e Wagner André.
Agradeço a todos aqueles que me mandaram mensagens de apoio e incentivo através das redes sociais, em especial: Ana Karine Salomão, Ana Paola Beltrão, Andrea Tyska, Beth Baltar, Blessane Canello, Christine Nascimento, Diego Fonseca, Gislene Gica Meinhardt, Helena Lucas, Leonardo Fontanive Farias, Lisandra Ughini, Luciano Flores, Luis Alberto Schaan, Luis Felipe Carchedi, Martha da Costa Ferreira, Michelly de Souza, Miriam Couto, Patrícia Andriotti, Renan Blanco, Renato Menezes Mendonça, Roberto Becker, Rodrigo Bueno Prestes, Rogério Frantz, Rosângela Barbieri, Thais Bisogno e Zilá Santoro Oliveira.
Conforme eu já havia mencionado para alguns dos citados acima, todos vocês fizeram a prova junto comigo. A cada braçada, a cada giro dos pedais e a cada passada eu podia sentir a energia e as vibrações positivas que emanavam de suas mentes e de seus corações. Sendo assim, eu gostaria de compartilhar com todos vocês a minha medalha de finisher. Por favor, concedam-me essa honra e sintam-se como se eu a estivesse pendurando nos seus pescoços – ela é nossa!
BRIGADÚÚÚÚÚÚÚÚÚ!!
Abraços e beijos,
Juarez Arigony

terça-feira, 24 de maio de 2011

XXVIII MARATONA INTERNACIONAL DE PORTO ALEGRE – 22 MAIO 2011

Maras e Tonas,

                Foi um domingo tão repleto de emoções e sentimentos que nem sei por onde começar. Recebi muitas mensagens onde vários corredores expressaram o peso e a importância da realização, e confesso que fui tocado por várias delas. A partir daí eu tentei organizar o raciocínio, entender o porquê disso e, agora, pretendo dividir com vocês as minhas impressões.
                Todos sabem que o Mário Cangibrina é meu afilhado. Reparem que usei o verbo “ser” no presente do indicativo. Ele não foi, nem será na próxima maratona – ele é! Segundo o meu entendimento, este é um compromisso permanente. E ele havia combinado comigo de nos encontrarmos às seis e meia da manhã na barraca da equipe, quando, então, ele me daria o material para levar e me passaria as últimas instruções. Sendo assim, levantei às quatro e às cinco eu já estava lá. Mas vocês estão achando que eu levantei cedo? Chegando ao estacionamento do BarraShopping Sul dei de cara com o nosso líder que, com aquele jeitão de doido que Deus lhe deu,  já se empenhava para armar a barraca.
É óbvio que ele não estava só. Ele não conseguiria armar a barraca sem a ajuda da Robertinha!
                Deixando de lado a brincadeira é aí que a gente percebe a preocupação do Dani conosco, e é aí que a gente entende o porquê da satisfação dos atletas e do sucesso da Equipe Daniel Rech. Nós simplesmente fazemos brotar aquilo que o Dani planta. Ele semeia atenção, carinho, preocupação e cuidado para conosco; ele colhe os nossos resultados, a nossa admiração, amizade e a alegria de fazermos parte de um time único.
                Ainda não havia amanhecido e as coxas, com e sem compressão, começavam a chegar. Achei muito bonita a nova camiseta laranja da equipe.
                Ainda no escurinho, o grande Claiton recebia afagos do novo namorado. Meigo... Muito meigo...
                Mais uma vez a campanha “Adote um Maratonista”, criada pela Roberta, foi um verdadeiro espetáculo. Algumas privilegiadas contaram com o apoio de mais de uma madrinha. Esse foi o caso da Bruninha que foi seguida de perto pela sua mãe, Dª Jane, e pela Bina.
                E por falar nas madrinhas da Bruna, eu tive a grande felicidade de assistir, durante a maratona, a um dos maiores combates de toda a minha vida: o duelo travado entre a Dª Jane Maria e a sua mountain bike. A bicicleta, apesar do giro alucinado dos pedais, negava-se a sair do lugar. Atendendo ao pedido da Bruna, precisei intervir para separar as duas. Mas acho que, no final, elas acabaram se entendendo.
                 Foi no momento em que eu parei para mudar a marcha para a Dª Jane que o Cangi passou batido e eu não vi. Isso foi um pouco antes do 12º quilômetro. Só descobri que o meu afilhado tinha vazado quando a Lila, delicadamente, me avisou: “ô Zé Mané, o Mário passou faz tempo!”
                Mas eu já ia me esquecendo de falar na largada feminina, quinze minutos antes da masculina. A Dª Danuzeca saiu forte, levando nos ombros o fardo insuportável de tentar impedir a ultrapassagem do Mário. É evidente que, a esta altura, todos já sabem quem é o Mario, certo?
                Um pouco atrás da Danuzeca vinham a Zebrinha, a Maná e a Lila – as duas últimas mais faceiras que guria de vestido novo!
                Vejam a mão da Bina com a “colinha” para acompanhar os tempos da Bruna – muito show esta parceria!
                Lá vem meu afilhado, Mr. Mário Cangibrina, abrindo os trabalhos.
                E ele vinha seguido de perto pelo Claiton e pelo Matusalém.
                Enquanto a gurizada queimava os tênis no asfalto, a organização proporcionou um esquete falando dos malefícios provocados pela falta de atividade física – achei interessante a idéia.
                Preciso dizer prá vocês o que significou prá mim o fato de acompanhar o Mário. Foi uma aula de corrida em todos os sentidos. Em primeiro lugar, meu afilhado é um atleta de elite. A constância de seu ritmo e amplitude das passadas são impressionantes. No início da prova, ainda descansado, abusa da técnica adquirida ao longo dos treinos; no final, quando o corpo já não responde, apóia-se na raça e na moral. Observem-no aproximando-se da Danuse que, diga-se de passagem, mais ou menos na metade da prova, exibe um estilo perfeito: jogo de cotovelos, passada aberta e os dois pés fora do chão. Fantástico!
                Abaixo, o momento em que o Mário ultrapassou a Danuse. Sem nenhuma dúvida aí estão os dois melhores corredores da EDR na atualidade, e, também sem qualquer questionamento, a foto mais bonita e mais significativa do post – Prêmio: “A Foto do Post!”
                Em segundo lugar, o Mário é pleno de espírito esportivo. Ao ultrapassar um marujo do 5º Distrito Naval (Rio Grande), percebeu que o garoto estava mal e ofereceu água e ibuprofeno. No meu entendimento essa é uma atitude de quem é do bem e sabe os significados da vitória e da fidalguia. Um pouco mais adiante lhe alcancei a caramanhola de Endurox, e ele partiu para fazer a ultrapassagem sobre mais um adversário.
                Quanto à Dª Danuse, temos que cumprimentá-la pelo excepcional resultado – um belíssimo terceiro lugar na sua categoria! E o tempo? 3h e 30 min! Coisa de gente grande!
Parabéns, Danuzeca! Mais uma vez levando a EDR para o pódio!
                E ainda falando do Mário, trata-se de um rapaz educadíssimo. Pela foto abaixo acho que vocês imaginam o que ele me deu de presente pela parceria na corrida... Como dizia aquele comercial de cartão de crédito: uma bike de estrada – R$ 5000,00; abrigo e bermuda de ciclismo - R$ 300,00; tênis – R$ 500,00; ganhar beijinho do Mário e vê-lo fazendo biquinho – não tem preço!
                Depois foi só festa e champanhotas – esta gurizada merece!
                Abaixo, vejam a Mônica hidratando a sua afilhada.
                E por falar em Mônquina, tomei a liberdade de selecionar um trecho da mensagem que ela enviou. Professora Mônica Aner, achei muito bonito e faço minhas as tuas palavras:
“AWESOME, como se diz em inglês, ADMIRÁVEL, talvez uma de suas traduções, foi o que representou o dia de ontem.
"A vida é tão especial que só temos um pequeno intervalo para experimentar e aproveitar todos esses momentos que a fazem tão doce. E o momento é agora mesmo, e esses momentos estão em contagem regressiva, e esses momentos estão sempre e sempre passando. Você nunca será tão jovem quanto você é agora. E por isso que acredito que se você vive sua vida com uma ótima Atitude, escolhendo ir para frente e para frente, mesmo que a vida lhe dê um golpe, viver com um senso de Autoconsciência do mundo ao seu redor, abraçando sua criança (interna) de 3 anos e vendo essas pequenas alegrias que fazem a vida tão doce, e sendo Autêntico consigo mesmo, sendo você e estando bem com isso, deixando seu coração levá-lo e colocá-lo em experiências que lhe satisfazem, então eu acho que você viverá uma vida que é rica e satisfatória, e acho que você vive uma vida que é VERDADEIRAMENTE ADMIRÁVEL (AWESOME!!!)”
Thanks for that awesome Day!”
Depois disso, qualquer coisa que se diga ou será repetitiva ou será desnecessária.
Sendo assim, fiquem com Deus.
Abraços e beijos,
Juarez Arigony

sexta-feira, 13 de maio de 2011

1ª SÃO CHICO EXTREME – 07 MAIO 2011

1ª SÃO CHICO EXTREME – 07 MAIO 2011

Meus Chiquitos e Minhas Chiquitas,

            Ao receber o e-mail do Japa, informando a publicação das fotos, foi que tomei conhecimento dessa corrida realizada no sábado passado. Digo, tomei conhecimento do espetáculo que ocorreu, pois o meu querido afilhado Cangibrina havia inclusive me convidado para participar do evento.
            Os animaizinhos estavam todos presos numa jaula próxima ao local da prova.
 
            Alguém, inadvertidamente, abriu os portões do inferno. E aí saíram os monstros que aparecem abaixo. Mas preciso dizer uma coisa prá vocês: a reunião dessa galera é certeza de sucesso, vitória e diversão. O Professor Daniel Rech está se especializando em garimpar provas bonitas e gostosas de correr. 
 
            Eu não estive presente, mas pude perceber que o dia amanheceu frio e com uma névoa espessa que pouco a pouco foi se dissipando. As fotos aqui mostradas são da autoria de Mr. Alex Serednick e Mr. Davi Grass. Devido à ausência do Japorongo vocês observarão que não foram registrados closes de patos, marrecos, gansos e urubus.
 
            A Barragem da Divisa, localizada na Estrada Blang, acrescentou alguns efeitos especiais à já mencionada beleza do lugar.
 
            Parece que o Danuzequinho se molhou todo para fazer o registro abaixo.
 
            E prá quem gosta de correr no mato a brincadeira foi um prato cheio. Lá vem o Professor Clênio rasgando as trilhas da Região das Hortênsias.
 
            Aí está a Dª Manair fazendo um lanchinho básico!
 
            Depois de se entupir de comida, lá vem ela saindo do mato com seu sorriso inconfundível. Passou o rolo de papel higiênico pro Beck, que saiu feito doido na direção das macegas – eitcha lanchinho pesado!
 
            A foto abaixo está um verdadeiro espetáculo! É a foto que faz quem não foi ficar com vontade de ter ido. É a “Foto do Post!” Peço a ajuda dos meus queridíssimos amigos (as) leitores (as) para identificar o (a) corredor (a) que está atravessando a barragem. Vou chutar: Danuse. Certo?
 
            E mais uma vez quero cumprimentar o Cangi e a Danuse pela vitória! Eles venceram a prova! Que orgulho!
 
            Parabéns também para a Maná e a Lila, que venceram na categoria de duplas femininas. Estou pensando num prêmio para coxas fluorescentes...
 
            Parabéns também para o Clayton e o Davi pelo 3º lugar!
 
            Muito bacana ver esta gurizada com seus merecidos troféus.
 
            E vamos embora prá casa que ninguém é de ferro! Que soninho...
 
            Prá finalizar, um alerta especial à minha querida amiga Roberta. Tu já pensaste no que é acordar no meio da noite ou de manhã e dar de cara com isto? Misericórdia! Deus é mais!
 
            Como já disse, mais uma vez eu não fui, mas, se arrependimento matasse, a esta altura eu estaria fazendo boca a boca com as minhocas. Pelo que pude observar a Equipe Daniel Rech dominou a prova e, sendo assim, parabenizo o Professor Dani e todos os nossos atletas que enfeitaram o pódio.
Devido ao elevado índice técnico está cada vez mais difícil integrar este time de vencedores, mas, por outro lado, é extremamente gratificante saber que há um pouquinho de cada um de nós em todos os resultados e principalmente nas vitórias.
Continuem sempre assim!
Abraços e beijos,
Juarez Arigony